sábado, 4 de fevereiro de 2012

Palavras compostas pelo vento…

  Quando a chuva cair, nela vou dançar e deixar cada gota tocar meu corpo e limpar minha tristeza.
  Quando a noite chegar, nela vou caminhar e acompanhar o breu noturno me esconder.
  Quando o amanhecer florescer em minha janela…

…talvez eu grite, chore ou talvez apenas cante. Mas com certeza vou abraçá-lo. Abraçar o calor sombrio de uma manhã de outono ou a escuridão pálida de uma manhã de primavera.

  O beijo do amanhecer, o abraço do luar, o sabor da chuva, o cheiro do outono e o sorriso da primavera. Nada pode substituir uma prece no silêncio da alma. Nada será igual. Tudo se completa e transforma.
   Hoje tive vontade de gritar, mas não o fiz. Por quê? Não sei responder. Tive vontade de correr, mas permaneci imóvel. Tive vontade de chorar, mas meus olhos mantiveram se secos. Somos únicos e passageiros em um mundo que continuará com ou sem nós. Mas se partirmos, o mundo de alguém não terá razão. Se você partir sem mim, por que ficarei aqui sem você?
 …

                                                                                                                     Jean Michel Laureth


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