quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O amanhã será nosso

 Saudade, doce saudade. A saudade não é apenas uma sensação ou um pensamento. Saudade é doce ou azeda, tem cheiro e sabor. Saudade tem temperatura. É quente, mas também pode ser fria e às vezes, até sombria por demais. Um homem com saudade tem olhos úmidos, tem a boca seca, tem o pensamento distante. Saudade não tem idade e nem mesmo data, saudade pode se resumir a um minuto, ou a uma vida inteira. Saudade tem sabor doce quando é o amor que te completa, mas também é amarga quando se resume a um arrependimento, a um momento que não voltará. É amarga quando se torna o passado esquecido e a lembrança esmagadora.

 Toda nossa vida, o presente é o reflexo do passado, é o resultado da saudade, da vontade de ter mais uma vez o que foi bom, ou a resposta da mudança de uma lembrança sombria e dolorosa. Sempre nos acompanhará e trará consigo marcas, boas e ruins, felizes e tristes. Não podemos fugir e acima de tudo não podemos nos esconder de nós mesmos. O mundo pode não saber, mas a saudade, o passado, a lembrança caminhará contigo, gravada e reprisada em sua mente.

 A diferença está no agora, no presente, no hoje. Se tornar teu “agora” bom e único, será uma lembrança doce e terna, mas se plantares ódio e dor, raiva e vingança, as únicas lembranças que terá serão marcadas de dor, frio e amargura.

O hoje pertence a nós e somente a nós. O amanhã será nosso, mas será apenas amanhã.
                                                                                                                                 
                                                                                                                           Jean Michel Laureth


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Saudade... #2

Há pouco tempo me deparei com uma situação tão cotidiana e normal, mas que somente agora posso pensar e avaliar a profundidade da situação. Os fatos assim se seguiram:

“-Mas você ganha muito bem, eu gostaria de ganhar o que você ganha! – Falou a jovem bela e bonita.
 -Quantos anos você tem? – Perguntou o amigo visivelmente mais velho.
 - 21 anos.
 - Então, 21 anos, esta terminando a faculdade e tem toda vida pela frente. Eu trocaria              
Trocaria meu salário pela sua idade. Eu trocaria meu salário e meus 42 anos pelos seus 21. – Respondeu o amigo da moça.”

 No momento aquelas palavras soaram tão normais quanto possíveis, mas hoje elas são tão fortes e marcantes quanto uma tempestade. Por que um homem, bem sucedido e com família formada trocaria tudo para ter novamente 21 anos?
  Não poderei responder esta pergunta até que eu mesmo tenha 42 anos, mas posso dizer com toda certeza: hoje nós podemos transformar nossas vidas, e tudo que plantamos agora, enquanto jovens e adolescentes, com certeza colheremos depois de adultos em uma caminhada sem volta.
 Perdemos nossas vidas, perdemos amigos, perdemos amores, perdemos alegrias e cantos, perdemos tanto quando pensamos somente no futuro e vivemos focados no amanha. Quando você esquece-se do presente e vive no futuro, quando chegar o futuro sentirá falta do passado e o presente não terá mais valor.
 Ame hoje, sorria agora, abrace com ternura agora. Tenha amigos hoje, cante quando surgir uma canção, beije quando houver amor. Planeje o futuro, mas viva no presente.
 Quando você esquece-se de viver aos 20, aos 40 sobrará apenas saudade de um tempo que não aconteceu.
  
                                                                                                             Jean Michel Laureth


sábado, 7 de janeiro de 2012

O meu e seu mundo

O que você tem deixado para seus filhos? O que você tem deixado para a próxima geração? Não me remeto apenas ao mudo físico e natural, mas sim aos conceitos éticos e sociais. Você julga e condena seus pais pelo que você é. Coloca a culpa em professores e governantes. Fácil é colocar a culpa em alguém, fácil e bater no peito e dizer: “eu vou ser diferente, eu vou mudar”. Quanta ironia, você é preso a conceitos sociais, você se veste como a moda dita, você segue padrões e conceitos retóricos e insondáveis, você escuta o que os outros querem e o que é “modinha”. Fácil é ser igual a todo mundo, fácil viver a vida que outros vivem.
A mudança começa em nós, nós jovens e vividos, nosso voto aos 16 anos. Por que não votar, é nosso país em jogo, é uma faculdade, um hospital, um trabalho em jogo. Suas decisões inconsequentes de um jovem “modernista” afetarão a sua vida e a vida de seus filhos. Hoje quando você está mais preocupado em seguir tendências, o mundo clama por uma nova revolução, política, agrária, econômica, social e principalmente conceitual.
Não precisamos lutar com paus e pedras em mãos. Não precisamos queimar e destruir patrimônio público e privado para expressar nossas idéias. Temos em mão as ferramentas mais democráticas e dinâmicas, temos a rede, temos a inclusão digital e a vida cibernética.
O que falta, é tomarmos consciência, levarmos a sério, e percebermos que é nosso futuro em jogo, não o de nossos pais, professores ou dos governantes. Eles não estarão mais aqui quando você tiver seus netos. O mundo será meu e seu, será de nossos filhos, eles já viveram e aproveitaram o que o planeta teve a lhes oferecer, mas nós jovens brasileiros, acima de tudo, jovens mundiais, temos uma vida toda pela frente. Eu quero passear na praia com minha esposa, eu quero levar meus filhos para pescar, eu quero sentar em baixo de uma árvore com meus netos. Eu quero tomar banho em rios limpos com meus filhos, eu quero dividir um mundo melhor que o meu com minhas gerações futuras.
Tome consciência de sua vida e seus padrões. Teu futuro esta garantido? Teus netos terão o que você tem hoje?

Jean Michel Laureth