quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Jovem velho


Ficar velho…
Quando você é criança, é poder ficar acordado até tarde.
Quando você é adolescente, é conquistar a liberdade.
Quando você é jovem, é algo que não há sentimento.

Hoje percebo que sou um jovem velho, não pelo o que vivi ou passei, mas pelo que me tornei. Sou diferente do outros e tenho atividades diferentes. A maioria delas é de “velho”.

 Saiu pouco, me arrisco pouco. Tenho dias parados, até demais!

Mas é isso que me deixa feliz. Isso é uma escolha minha e não me arrependo.

Talvez isso que torna o mundo infeliz, viver a idade que a sociedade consumista impõe. Talvez seja isso que torna as pessoas mais amargas e egoístas, o medo de ser ‘velho’.

Talvez quando e me tornar velho, eu me torne um jovem. O mundo de amanhã não será igual ao de hoje, mas isso é escolha minha!


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Mini-everests – mais conhecidos como lombadas

Algo que me deixa muito irritado, na verdade muito nervoso, é a LOMBADA, talvez você não veja muitas por ai, mas eu vejo e na minha cidade com certeza as pessoas gostam muito delas, acho que cada morador esta adotando uma lombada, é tipo “adote uma lombada na sua rua e faça um mundo melhor!”.

Talvez ler sobre lombadas não era bem o que você estava esperando, mas é muito mais que uma simples obra pública que deveria ter 1,5 m de comprimento e APENAS 15 cm de altura (acho que as lombadas de Marechal Rondon tem defeito de fábrica, parecem mais com “minis-everests” do que redutores de velocidade), é um símbolo de prudência, atenção e principalmente um desperdício de dinheiro público.

Um amigo me disse que “lombada é algo estranho, ninguém gosta, mas todo mundo quer ter uma na frente de casa”, e isso muito me perturbou, afinal é algo verídico (não estou falando de mim, podem ficar com todas as lombadas que tenho direito e colocar elas na BU***).

Mas por que tanto desafeto pelas lombadas? Bem, elas servem para que motoristas diminuam a velocidade, isso acontece, mas apenas a 50 metros antes e após, assim elas são um artificio esdruxulo de baixa eficiência. Não tiro a importância do artificio na região de escolas e hospitais, mas o uso da lombada deixou de ser útil para ser um objeto de estorvo aos transeuntes.

Trabalhadores que precisam se deslocar em horários noturnos enfrentam o medo de serem abordados por elementos mal intencionados. Ambulâncias e policiais perdem a sua eficiência e rapidez no atendimento por causa das montanhas que colocam em cada quadra da cidade. A vida de alguém poderia ser salva se as lombadas não atrasassem o atendimento médico. Já pensou isso?

***[Bueno Brandão - município brasileiro do estado de Minas Gerais, na microrregião de Pouso Alegre]

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Camisa velha


Existem coisas que sentimos falta, coisas que nos fazem bem, mas por algum motivo sem razão são esquecidas. É como uma camisa que você gosta muito e depois de usar coloca para lavar e ela fica guardada em baixo da camisa listrada que você ganhou da sua tia ou daquela camisa marrom musgo que você ganhou no amigo secreto da empresa.

É algo que faz parte de você, que torna você um pessoa melhor. Sabe, aquilo que traz paz, que poucas pessoas entendem a importância para você. Mas sem realmente entender, você esqueceu ou na verdade começou a usar a camisa marrom musgo por que estava sobre as outras e não quis realmente se dar o trabalho de procurar, por que custaria tempo e esforço.

Cada pessoa escolhe todos os dias o caminho, as pausas e a camisa que vai usar.

É uma dependência, depois de usar todas as outras camisas, você encontra aquela que tanto te agrada e parece que aquilo te reabastece. É como encontrar dinheiro, talvez até melhor, ou não!

Enfim... espero que como eu, vocês possam encontrar a camisa velha em baixo da outras!

...


domingo, 11 de março de 2012

Millennials

 A muito tempo tenho estou tentando escrever algo que explique essa geração, algo que explanasse conceitos e comportamentos, enfim, não vou escrever, vou mostrar. Vale a pena compreender a geração Millennials, a nossa geração, garanto que são dez minutos de muita informação!


É Millennials...


 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Vidas falsas

 Quais são as tuas verdades? No que você realmente acredita? Em quem você confia?
Perguntaram-me como existem pessoas que são enganadas descaradamente, e eu apenas respondi: “o povo é burro”. Não disse que sou mais esperto que um ou outro, nem digo que sou melhor, apenas digo que existem pessoas que acreditam na massa, acreditam e vivem pelo que todos vivem, tem como verdade aquilo que lhes foi contado, não duvidam, não criticam, não pensam. Apenas “engolem” a verdade que a massa lhes apresenta.
 Não me dirijo à religião e crença apenas, mas á tudo. Grande parte, a maior assim por dizer da população não tem capacidade critica e auto-instrutiva e muito menos opinião própria. Vestem o que a massa veste, cantam o que a massa canta, vivem como a massa vive. São moldados pela mídia e vivem pela popularidade.
 São acomodados, aceitam qualquer verdade, olham apenas um lado da moeda, acreditam em meias verdades, lutam por falsos profetas e sorriem com falsas piadas. Muitos reclamam da violência, do governo e do preconceito. Reclamam da falta de infra-estrutura e da falta de comprometimento. Mas não param para avaliar, não buscam melhorar. Apenas sabem rir das falsas piadas e se contentam com a vida dos outros, das mentiras e fofocas da televisão. Não lêem, não criticam, não pensam e não mudam. Preocupam-se mais com a vida de artista do que com as contas dos Deputados, o futebol é mais valorizado que o ensino e o aprendizado. Fazem graça com os próprios governantes que um dia eles mesmos elegeram. A educação dos filhos é menos importante que os festejos de carnaval, São João e Natal. A violência tem mais ênfase que a falta de infra-estrutura na escola.
 Fácil é aceitar o mundo como ele é, fácil é criticar um mundo que não transformamos, fácil é ter medo daquilo que não temos vontade de mudar, fácil criticar quem não conhecemos.
 E você? Quais as suas verdades? Quais tuas escolhas? Quem são teus profetas? Este mundo é seu e a vida é tua, eu não posso te obrigar a mudar, mas você pode transformar o mundo junto comigo! Não precisa ser um “super homem”, basta cuidar de como e onde você vive. Basta pensar no futuro como uma resposta do presente. 


sábado, 4 de fevereiro de 2012

Palavras compostas pelo vento…

  Quando a chuva cair, nela vou dançar e deixar cada gota tocar meu corpo e limpar minha tristeza.
  Quando a noite chegar, nela vou caminhar e acompanhar o breu noturno me esconder.
  Quando o amanhecer florescer em minha janela…

…talvez eu grite, chore ou talvez apenas cante. Mas com certeza vou abraçá-lo. Abraçar o calor sombrio de uma manhã de outono ou a escuridão pálida de uma manhã de primavera.

  O beijo do amanhecer, o abraço do luar, o sabor da chuva, o cheiro do outono e o sorriso da primavera. Nada pode substituir uma prece no silêncio da alma. Nada será igual. Tudo se completa e transforma.
   Hoje tive vontade de gritar, mas não o fiz. Por quê? Não sei responder. Tive vontade de correr, mas permaneci imóvel. Tive vontade de chorar, mas meus olhos mantiveram se secos. Somos únicos e passageiros em um mundo que continuará com ou sem nós. Mas se partirmos, o mundo de alguém não terá razão. Se você partir sem mim, por que ficarei aqui sem você?
 …

                                                                                                                     Jean Michel Laureth


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Rosas, ou tulipas amarelas?

 É muito interessante como pequenos acontecimentos ou lembranças nulas em nossas mentes podem causar muita dor e tristeza no momento que você menos imagina. O fato é que vivemos, crescemos, aprendemos e amamos através do nosso passado. Somos marcados por lembranças e emoções, por boas e ruins, agradáveis e terríveis. Somos frutos do que lembramos, mas somos principalmente frutos do que tentamos esconder.
  Não importa quanto tempo passou ou quanto tempo demorou há esquecer. Um dia nosso passado retornará para nos atormentar, um dia ele voltará na calada da noite como ladrão e nos derrubará, ele nos colocará na defensiva e arrancará lágrimas de nós. Sabe por quê? Porque é o nosso passado, é resultado de nossas vidas, é algo que não pode ser desfeito, por que o passado pertence a nós e somente o que é nosso pode ser usado contra nós.
  E ele se torna mais forte quando foi esquecido, quando por muito tempo você lutou para esquecer e por fim achou que tinha alcançado a vitória sobre seu passado, suas lembranças, sua dor. Quando o passado tem sabor frio e amargo é muito mais difícil de ser esquecido ou apagado da mente, e quando por fim se consegue adormecer de corpo e espírito, quando algo que se sobrepõem a este sentimento sombrio, você não lembra mais o que te fazia chorar e esmorecer, você não procura lembrar-se daquele tempo que agora não passa de mais um tempo, nem bom e nem ruim. Mas é somente por um curto espaço de tempo.
 Quando tudo não passa de cinzas e na verdade você não consegue mais lembrar por que lutou para esquecer, quando o passado já não causa dor e nem faz diferença. É exatamente quando ele retorna para te assombrar para te fazer cair e chorar. Ele não te manda cartas e nem avisa, ele não vem de malas e nem para ficar, ele vem apenas por um momento, por uma única estação, vem para te atormentar. Não vem com grandes lembranças ou com lindos poemas, ele vem com uma palavra, ele vem com rosas.
  Não há fim para o passado, ele já se foi. Foi gravado e sepultado, foi marcado e esquecido, foi ontem, mas retornará amanhã. Não pode se esconder ou fugir, podemos apenas esquecer-se dele, mais uma vez.

                                                                                                                         Jean Michel Laureth