sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Rosas, ou tulipas amarelas?

 É muito interessante como pequenos acontecimentos ou lembranças nulas em nossas mentes podem causar muita dor e tristeza no momento que você menos imagina. O fato é que vivemos, crescemos, aprendemos e amamos através do nosso passado. Somos marcados por lembranças e emoções, por boas e ruins, agradáveis e terríveis. Somos frutos do que lembramos, mas somos principalmente frutos do que tentamos esconder.
  Não importa quanto tempo passou ou quanto tempo demorou há esquecer. Um dia nosso passado retornará para nos atormentar, um dia ele voltará na calada da noite como ladrão e nos derrubará, ele nos colocará na defensiva e arrancará lágrimas de nós. Sabe por quê? Porque é o nosso passado, é resultado de nossas vidas, é algo que não pode ser desfeito, por que o passado pertence a nós e somente o que é nosso pode ser usado contra nós.
  E ele se torna mais forte quando foi esquecido, quando por muito tempo você lutou para esquecer e por fim achou que tinha alcançado a vitória sobre seu passado, suas lembranças, sua dor. Quando o passado tem sabor frio e amargo é muito mais difícil de ser esquecido ou apagado da mente, e quando por fim se consegue adormecer de corpo e espírito, quando algo que se sobrepõem a este sentimento sombrio, você não lembra mais o que te fazia chorar e esmorecer, você não procura lembrar-se daquele tempo que agora não passa de mais um tempo, nem bom e nem ruim. Mas é somente por um curto espaço de tempo.
 Quando tudo não passa de cinzas e na verdade você não consegue mais lembrar por que lutou para esquecer, quando o passado já não causa dor e nem faz diferença. É exatamente quando ele retorna para te assombrar para te fazer cair e chorar. Ele não te manda cartas e nem avisa, ele não vem de malas e nem para ficar, ele vem apenas por um momento, por uma única estação, vem para te atormentar. Não vem com grandes lembranças ou com lindos poemas, ele vem com uma palavra, ele vem com rosas.
  Não há fim para o passado, ele já se foi. Foi gravado e sepultado, foi marcado e esquecido, foi ontem, mas retornará amanhã. Não pode se esconder ou fugir, podemos apenas esquecer-se dele, mais uma vez.

                                                                                                                         Jean Michel Laureth

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O amanhã será nosso

 Saudade, doce saudade. A saudade não é apenas uma sensação ou um pensamento. Saudade é doce ou azeda, tem cheiro e sabor. Saudade tem temperatura. É quente, mas também pode ser fria e às vezes, até sombria por demais. Um homem com saudade tem olhos úmidos, tem a boca seca, tem o pensamento distante. Saudade não tem idade e nem mesmo data, saudade pode se resumir a um minuto, ou a uma vida inteira. Saudade tem sabor doce quando é o amor que te completa, mas também é amarga quando se resume a um arrependimento, a um momento que não voltará. É amarga quando se torna o passado esquecido e a lembrança esmagadora.

 Toda nossa vida, o presente é o reflexo do passado, é o resultado da saudade, da vontade de ter mais uma vez o que foi bom, ou a resposta da mudança de uma lembrança sombria e dolorosa. Sempre nos acompanhará e trará consigo marcas, boas e ruins, felizes e tristes. Não podemos fugir e acima de tudo não podemos nos esconder de nós mesmos. O mundo pode não saber, mas a saudade, o passado, a lembrança caminhará contigo, gravada e reprisada em sua mente.

 A diferença está no agora, no presente, no hoje. Se tornar teu “agora” bom e único, será uma lembrança doce e terna, mas se plantares ódio e dor, raiva e vingança, as únicas lembranças que terá serão marcadas de dor, frio e amargura.

O hoje pertence a nós e somente a nós. O amanhã será nosso, mas será apenas amanhã.
                                                                                                                                 
                                                                                                                           Jean Michel Laureth


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Saudade... #2

Há pouco tempo me deparei com uma situação tão cotidiana e normal, mas que somente agora posso pensar e avaliar a profundidade da situação. Os fatos assim se seguiram:

“-Mas você ganha muito bem, eu gostaria de ganhar o que você ganha! – Falou a jovem bela e bonita.
 -Quantos anos você tem? – Perguntou o amigo visivelmente mais velho.
 - 21 anos.
 - Então, 21 anos, esta terminando a faculdade e tem toda vida pela frente. Eu trocaria              
Trocaria meu salário pela sua idade. Eu trocaria meu salário e meus 42 anos pelos seus 21. – Respondeu o amigo da moça.”

 No momento aquelas palavras soaram tão normais quanto possíveis, mas hoje elas são tão fortes e marcantes quanto uma tempestade. Por que um homem, bem sucedido e com família formada trocaria tudo para ter novamente 21 anos?
  Não poderei responder esta pergunta até que eu mesmo tenha 42 anos, mas posso dizer com toda certeza: hoje nós podemos transformar nossas vidas, e tudo que plantamos agora, enquanto jovens e adolescentes, com certeza colheremos depois de adultos em uma caminhada sem volta.
 Perdemos nossas vidas, perdemos amigos, perdemos amores, perdemos alegrias e cantos, perdemos tanto quando pensamos somente no futuro e vivemos focados no amanha. Quando você esquece-se do presente e vive no futuro, quando chegar o futuro sentirá falta do passado e o presente não terá mais valor.
 Ame hoje, sorria agora, abrace com ternura agora. Tenha amigos hoje, cante quando surgir uma canção, beije quando houver amor. Planeje o futuro, mas viva no presente.
 Quando você esquece-se de viver aos 20, aos 40 sobrará apenas saudade de um tempo que não aconteceu.
  
                                                                                                             Jean Michel Laureth


sábado, 7 de janeiro de 2012

O meu e seu mundo

O que você tem deixado para seus filhos? O que você tem deixado para a próxima geração? Não me remeto apenas ao mudo físico e natural, mas sim aos conceitos éticos e sociais. Você julga e condena seus pais pelo que você é. Coloca a culpa em professores e governantes. Fácil é colocar a culpa em alguém, fácil e bater no peito e dizer: “eu vou ser diferente, eu vou mudar”. Quanta ironia, você é preso a conceitos sociais, você se veste como a moda dita, você segue padrões e conceitos retóricos e insondáveis, você escuta o que os outros querem e o que é “modinha”. Fácil é ser igual a todo mundo, fácil viver a vida que outros vivem.
A mudança começa em nós, nós jovens e vividos, nosso voto aos 16 anos. Por que não votar, é nosso país em jogo, é uma faculdade, um hospital, um trabalho em jogo. Suas decisões inconsequentes de um jovem “modernista” afetarão a sua vida e a vida de seus filhos. Hoje quando você está mais preocupado em seguir tendências, o mundo clama por uma nova revolução, política, agrária, econômica, social e principalmente conceitual.
Não precisamos lutar com paus e pedras em mãos. Não precisamos queimar e destruir patrimônio público e privado para expressar nossas idéias. Temos em mão as ferramentas mais democráticas e dinâmicas, temos a rede, temos a inclusão digital e a vida cibernética.
O que falta, é tomarmos consciência, levarmos a sério, e percebermos que é nosso futuro em jogo, não o de nossos pais, professores ou dos governantes. Eles não estarão mais aqui quando você tiver seus netos. O mundo será meu e seu, será de nossos filhos, eles já viveram e aproveitaram o que o planeta teve a lhes oferecer, mas nós jovens brasileiros, acima de tudo, jovens mundiais, temos uma vida toda pela frente. Eu quero passear na praia com minha esposa, eu quero levar meus filhos para pescar, eu quero sentar em baixo de uma árvore com meus netos. Eu quero tomar banho em rios limpos com meus filhos, eu quero dividir um mundo melhor que o meu com minhas gerações futuras.
Tome consciência de sua vida e seus padrões. Teu futuro esta garantido? Teus netos terão o que você tem hoje?

Jean Michel Laureth

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Carpe Diem #4

 Vivemos no futuro, sonhamos no futuro e construímos nossas vidas no futuro. Somos baseados em um sistema no qual tudo que fazemos ou pensamos, está no amanhã, no depois, no futuro. Pouco sobra para o hoje, o presente. Dificilmente vivemos no “agora”.

 E estranho e retórico ao mesmo tempo. Por que devemos pensar no futuro e planejar o amanhã? Devemos caminhar com os olhos à frente, com os olhos em algo mais, em algo que não alcançamos hoje, mas que o amanhã trará a nós. Porém, esta opinião tornou-se tão forte e infiltrada em nossas vidas que vivemos somente no amanhã.

 Hoje o futuro que ainda não é palpável vale muito mais do que um presente com cheiro, toque e sabor. Um futuro de sonhos vale muito mais do que um presente de realidade. Esquecemo-nos de viver e estar hoje, porque pensamos somente no amanhã. Não sorrimos, não cantamos, não choramos, não gritamos. Estamos presos a um sonho distante, ao mundo que ainda não se concretizou, estamos presos a uma realidade fictícia, formada por nossos sonhos e desejos. Uma fantasia que cobre a realidade e o presente, uma fantasia que nos cega e engana.

 Ame hoje, cante hoje, se tiver vontade grite hoje. Se deseja que seja diferente, não espere pelo amanhã, seja diferente hoje. É hoje que a vida acontece, é no hoje que se pode abraçar e beijar, é no presente que se ama, é agora que devemos sorrir, e também é agora que devemos chorar.

 Não vale a pena esperar pelo amanhã para viver, pois ele pode não chegar e nada fez diferença!

Carpe Diem.




terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Eu faço parte! #7

Descobri que tudo é uma questão de decisão...
Decidi olhar a escuridão da noite e ver a esperança nas estrelas que brilham.
Decidi enxergar os problemas como algo que preciso resolver e não me perturbar.
Decidi buscar as oportunidades e não somente esperar.
Decidi ver cada dia como uma oportunidade nova para ser a pessoa mais feliz do mundo.
Decidi que superar minhas limitações é acabar com meu único rival.
Decidi que não me importaria com o ganho ou perda, e sim com o aprendizado.
Decidi subir um degrau por vez, mesmo que demore mais que qualquer outra pessoa.
Decidi amar a todos, mesmo que todos me façam algum mal.
Assim, descobri que o amor é uma filosofia de vida.
Aprendi então a ter sonhos e querer que todos eles se tornem realidade, mesmo que com demora.
Acima de tudo, decidi triunfar sobre a dor, a sorrir sobre as lágrimas, a silenciar sobre os gritos de horror, a visualizar sempre o melhor, porque desde que decidi todas essas coisas eu durmo apenas para sonhar.

"Ame como se não houvesse amanhã, e se houver um amanhã, ame novamente." Max Lucado


                                                                                                 Jessica Cristina Urbanski