domingo, 18 de janeiro de 2015

Palavras e versos

O que escrever quando faltam as palavras, os pensamentos são contínuos e chegam aos milhares. Versos e conclusões abstratas, de uma mente confusa; tudo diferente, porém conectado. Como lutar contra o oficio escolhido, como não fazer o mesmo mais uma vez.

Palavras e mais palavras perdidas no tempo, no espaço, em um sítio virtual que por ventura receberá a atenção de poucos viajantes desse mundo, outros tantos apenas passarão os olhos sem ler, quem dera entender. Uma hipótese é a solidão, códigos binários espalhados em letras e linhas que combinadas serão apenas mais um arquivo no servidor, sem nunca serem conhecidas por alguém, apenas pelo o criador, o louco mentor de um texto sem começo nem fim, afinal pensamentos são só ideias que ligam o passado e o futuro. Até mesmo, porque o presente, logo é passado.

Essa é a minha sina, escrever. Talvez para alguém, mas talvez para ninguém. Talvez para um louco que espera ver os próprios versos, sem sentido. Isso não importa agora, o sentido está no conjunto, no emaranhado de anseios e temores, amores e desgostos.

Porque no final, nada tem razão. Cada um a seu modo é independente, solitário em sua mente indecifrável.


domingo, 9 de novembro de 2014

AR

Olá pessoal, abaixo temos uma aula prática sobre o AR, vamos la´?

Introdução

O ar está presente em todo lugar sobre a superfície da Terra. Ele ocupa praticamente todo o espaço próximo e ao redor da terra que não esteja preenchido por líquido, sólido ou outros gases. Ele é importante para a manutenção da maioria das formas de vidas, tanto animais quanto vegetais.
Nós devemos entender as propriedades dessa substância que não podemos ver, mas que é vital para nossa sobrevivência. Nós sabemos e podemos facilmente demonstrar que o ar pode ser sentido, ocupa espaço, tem peso, exerce pressão e pode se expandir.
Entender esses fatos sobre o ar tornará mais fácil estudar o clima, o crescimento das plantas e da aerodinâmica.

Objetivos da aula

Demostrar que o ar ocupa espaço;
Demostrar que o ar se expande.

Conteúdo

Uma aula pratica similar:

Objetos de aprendizagem (animações):
Vídeo youtube:


E ai, o que vocês acharam?

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Jessica


E quando a gente percebe tudo passou muito rápido.
Quem sabe a água ferveu ou o leite escorreu por cima da panela.
Quem sabe se passaram 4 meses ou uma vida.
E ai eu me pergunto, porque tantas pessoas esperam um melhor momento, ou então a melhor oportunidade?
Quem faz o melhor momento ou a melhor oportunidade somos nós mesmos!
Viver menos ou mais não é determinante de viver melhor.
Quero mesmo é viver uma vida feliz com oportunidades e momentos únicos, criados nos momentos ruins ou bons.
Porque a vida não pede licença, ela simplesmente passa.


Faz tempo que recebi este texto da Jessica. Na ocasião falou que eu poderia publicar, então está ai!

Em breve mais coisas, eu acho! kkk

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Jovem velho


Ficar velho…
Quando você é criança, é poder ficar acordado até tarde.
Quando você é adolescente, é conquistar a liberdade.
Quando você é jovem, é algo que não há sentimento.

Hoje percebo que sou um jovem velho, não pelo o que vivi ou passei, mas pelo que me tornei. Sou diferente do outros e tenho atividades diferentes. A maioria delas é de “velho”.

 Saiu pouco, me arrisco pouco. Tenho dias parados, até demais!

Mas é isso que me deixa feliz. Isso é uma escolha minha e não me arrependo.

Talvez isso que torna o mundo infeliz, viver a idade que a sociedade consumista impõe. Talvez seja isso que torna as pessoas mais amargas e egoístas, o medo de ser ‘velho’.

Talvez quando e me tornar velho, eu me torne um jovem. O mundo de amanhã não será igual ao de hoje, mas isso é escolha minha!


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Mini-everests – mais conhecidos como lombadas

Algo que me deixa muito irritado, na verdade muito nervoso, é a LOMBADA, talvez você não veja muitas por ai, mas eu vejo e na minha cidade com certeza as pessoas gostam muito delas, acho que cada morador esta adotando uma lombada, é tipo “adote uma lombada na sua rua e faça um mundo melhor!”.

Talvez ler sobre lombadas não era bem o que você estava esperando, mas é muito mais que uma simples obra pública que deveria ter 1,5 m de comprimento e APENAS 15 cm de altura (acho que as lombadas de Marechal Rondon tem defeito de fábrica, parecem mais com “minis-everests” do que redutores de velocidade), é um símbolo de prudência, atenção e principalmente um desperdício de dinheiro público.

Um amigo me disse que “lombada é algo estranho, ninguém gosta, mas todo mundo quer ter uma na frente de casa”, e isso muito me perturbou, afinal é algo verídico (não estou falando de mim, podem ficar com todas as lombadas que tenho direito e colocar elas na BU***).

Mas por que tanto desafeto pelas lombadas? Bem, elas servem para que motoristas diminuam a velocidade, isso acontece, mas apenas a 50 metros antes e após, assim elas são um artificio esdruxulo de baixa eficiência. Não tiro a importância do artificio na região de escolas e hospitais, mas o uso da lombada deixou de ser útil para ser um objeto de estorvo aos transeuntes.

Trabalhadores que precisam se deslocar em horários noturnos enfrentam o medo de serem abordados por elementos mal intencionados. Ambulâncias e policiais perdem a sua eficiência e rapidez no atendimento por causa das montanhas que colocam em cada quadra da cidade. A vida de alguém poderia ser salva se as lombadas não atrasassem o atendimento médico. Já pensou isso?

***[Bueno Brandão - município brasileiro do estado de Minas Gerais, na microrregião de Pouso Alegre]

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Camisa velha


Existem coisas que sentimos falta, coisas que nos fazem bem, mas por algum motivo sem razão são esquecidas. É como uma camisa que você gosta muito e depois de usar coloca para lavar e ela fica guardada em baixo da camisa listrada que você ganhou da sua tia ou daquela camisa marrom musgo que você ganhou no amigo secreto da empresa.

É algo que faz parte de você, que torna você um pessoa melhor. Sabe, aquilo que traz paz, que poucas pessoas entendem a importância para você. Mas sem realmente entender, você esqueceu ou na verdade começou a usar a camisa marrom musgo por que estava sobre as outras e não quis realmente se dar o trabalho de procurar, por que custaria tempo e esforço.

Cada pessoa escolhe todos os dias o caminho, as pausas e a camisa que vai usar.

É uma dependência, depois de usar todas as outras camisas, você encontra aquela que tanto te agrada e parece que aquilo te reabastece. É como encontrar dinheiro, talvez até melhor, ou não!

Enfim... espero que como eu, vocês possam encontrar a camisa velha em baixo da outras!

...


domingo, 11 de março de 2012

Millennials

 A muito tempo tenho estou tentando escrever algo que explique essa geração, algo que explanasse conceitos e comportamentos, enfim, não vou escrever, vou mostrar. Vale a pena compreender a geração Millennials, a nossa geração, garanto que são dez minutos de muita informação!


É Millennials...


 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Vidas falsas

 Quais são as tuas verdades? No que você realmente acredita? Em quem você confia?
Perguntaram-me como existem pessoas que são enganadas descaradamente, e eu apenas respondi: “o povo é burro”. Não disse que sou mais esperto que um ou outro, nem digo que sou melhor, apenas digo que existem pessoas que acreditam na massa, acreditam e vivem pelo que todos vivem, tem como verdade aquilo que lhes foi contado, não duvidam, não criticam, não pensam. Apenas “engolem” a verdade que a massa lhes apresenta.
 Não me dirijo à religião e crença apenas, mas á tudo. Grande parte, a maior assim por dizer da população não tem capacidade critica e auto-instrutiva e muito menos opinião própria. Vestem o que a massa veste, cantam o que a massa canta, vivem como a massa vive. São moldados pela mídia e vivem pela popularidade.
 São acomodados, aceitam qualquer verdade, olham apenas um lado da moeda, acreditam em meias verdades, lutam por falsos profetas e sorriem com falsas piadas. Muitos reclamam da violência, do governo e do preconceito. Reclamam da falta de infra-estrutura e da falta de comprometimento. Mas não param para avaliar, não buscam melhorar. Apenas sabem rir das falsas piadas e se contentam com a vida dos outros, das mentiras e fofocas da televisão. Não lêem, não criticam, não pensam e não mudam. Preocupam-se mais com a vida de artista do que com as contas dos Deputados, o futebol é mais valorizado que o ensino e o aprendizado. Fazem graça com os próprios governantes que um dia eles mesmos elegeram. A educação dos filhos é menos importante que os festejos de carnaval, São João e Natal. A violência tem mais ênfase que a falta de infra-estrutura na escola.
 Fácil é aceitar o mundo como ele é, fácil é criticar um mundo que não transformamos, fácil é ter medo daquilo que não temos vontade de mudar, fácil criticar quem não conhecemos.
 E você? Quais as suas verdades? Quais tuas escolhas? Quem são teus profetas? Este mundo é seu e a vida é tua, eu não posso te obrigar a mudar, mas você pode transformar o mundo junto comigo! Não precisa ser um “super homem”, basta cuidar de como e onde você vive. Basta pensar no futuro como uma resposta do presente. 


sábado, 4 de fevereiro de 2012

Palavras compostas pelo vento…

  Quando a chuva cair, nela vou dançar e deixar cada gota tocar meu corpo e limpar minha tristeza.
  Quando a noite chegar, nela vou caminhar e acompanhar o breu noturno me esconder.
  Quando o amanhecer florescer em minha janela…

…talvez eu grite, chore ou talvez apenas cante. Mas com certeza vou abraçá-lo. Abraçar o calor sombrio de uma manhã de outono ou a escuridão pálida de uma manhã de primavera.

  O beijo do amanhecer, o abraço do luar, o sabor da chuva, o cheiro do outono e o sorriso da primavera. Nada pode substituir uma prece no silêncio da alma. Nada será igual. Tudo se completa e transforma.
   Hoje tive vontade de gritar, mas não o fiz. Por quê? Não sei responder. Tive vontade de correr, mas permaneci imóvel. Tive vontade de chorar, mas meus olhos mantiveram se secos. Somos únicos e passageiros em um mundo que continuará com ou sem nós. Mas se partirmos, o mundo de alguém não terá razão. Se você partir sem mim, por que ficarei aqui sem você?
 …

                                                                                                                     Jean Michel Laureth


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Rosas, ou tulipas amarelas?

 É muito interessante como pequenos acontecimentos ou lembranças nulas em nossas mentes podem causar muita dor e tristeza no momento que você menos imagina. O fato é que vivemos, crescemos, aprendemos e amamos através do nosso passado. Somos marcados por lembranças e emoções, por boas e ruins, agradáveis e terríveis. Somos frutos do que lembramos, mas somos principalmente frutos do que tentamos esconder.
  Não importa quanto tempo passou ou quanto tempo demorou há esquecer. Um dia nosso passado retornará para nos atormentar, um dia ele voltará na calada da noite como ladrão e nos derrubará, ele nos colocará na defensiva e arrancará lágrimas de nós. Sabe por quê? Porque é o nosso passado, é resultado de nossas vidas, é algo que não pode ser desfeito, por que o passado pertence a nós e somente o que é nosso pode ser usado contra nós.
  E ele se torna mais forte quando foi esquecido, quando por muito tempo você lutou para esquecer e por fim achou que tinha alcançado a vitória sobre seu passado, suas lembranças, sua dor. Quando o passado tem sabor frio e amargo é muito mais difícil de ser esquecido ou apagado da mente, e quando por fim se consegue adormecer de corpo e espírito, quando algo que se sobrepõem a este sentimento sombrio, você não lembra mais o que te fazia chorar e esmorecer, você não procura lembrar-se daquele tempo que agora não passa de mais um tempo, nem bom e nem ruim. Mas é somente por um curto espaço de tempo.
 Quando tudo não passa de cinzas e na verdade você não consegue mais lembrar por que lutou para esquecer, quando o passado já não causa dor e nem faz diferença. É exatamente quando ele retorna para te assombrar para te fazer cair e chorar. Ele não te manda cartas e nem avisa, ele não vem de malas e nem para ficar, ele vem apenas por um momento, por uma única estação, vem para te atormentar. Não vem com grandes lembranças ou com lindos poemas, ele vem com uma palavra, ele vem com rosas.
  Não há fim para o passado, ele já se foi. Foi gravado e sepultado, foi marcado e esquecido, foi ontem, mas retornará amanhã. Não pode se esconder ou fugir, podemos apenas esquecer-se dele, mais uma vez.

                                                                                                                         Jean Michel Laureth

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O amanhã será nosso

 Saudade, doce saudade. A saudade não é apenas uma sensação ou um pensamento. Saudade é doce ou azeda, tem cheiro e sabor. Saudade tem temperatura. É quente, mas também pode ser fria e às vezes, até sombria por demais. Um homem com saudade tem olhos úmidos, tem a boca seca, tem o pensamento distante. Saudade não tem idade e nem mesmo data, saudade pode se resumir a um minuto, ou a uma vida inteira. Saudade tem sabor doce quando é o amor que te completa, mas também é amarga quando se resume a um arrependimento, a um momento que não voltará. É amarga quando se torna o passado esquecido e a lembrança esmagadora.

 Toda nossa vida, o presente é o reflexo do passado, é o resultado da saudade, da vontade de ter mais uma vez o que foi bom, ou a resposta da mudança de uma lembrança sombria e dolorosa. Sempre nos acompanhará e trará consigo marcas, boas e ruins, felizes e tristes. Não podemos fugir e acima de tudo não podemos nos esconder de nós mesmos. O mundo pode não saber, mas a saudade, o passado, a lembrança caminhará contigo, gravada e reprisada em sua mente.

 A diferença está no agora, no presente, no hoje. Se tornar teu “agora” bom e único, será uma lembrança doce e terna, mas se plantares ódio e dor, raiva e vingança, as únicas lembranças que terá serão marcadas de dor, frio e amargura.

O hoje pertence a nós e somente a nós. O amanhã será nosso, mas será apenas amanhã.
                                                                                                                                 
                                                                                                                           Jean Michel Laureth


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Saudade... #2

Há pouco tempo me deparei com uma situação tão cotidiana e normal, mas que somente agora posso pensar e avaliar a profundidade da situação. Os fatos assim se seguiram:

“-Mas você ganha muito bem, eu gostaria de ganhar o que você ganha! – Falou a jovem bela e bonita.
 -Quantos anos você tem? – Perguntou o amigo visivelmente mais velho.
 - 21 anos.
 - Então, 21 anos, esta terminando a faculdade e tem toda vida pela frente. Eu trocaria              
Trocaria meu salário pela sua idade. Eu trocaria meu salário e meus 42 anos pelos seus 21. – Respondeu o amigo da moça.”

 No momento aquelas palavras soaram tão normais quanto possíveis, mas hoje elas são tão fortes e marcantes quanto uma tempestade. Por que um homem, bem sucedido e com família formada trocaria tudo para ter novamente 21 anos?
  Não poderei responder esta pergunta até que eu mesmo tenha 42 anos, mas posso dizer com toda certeza: hoje nós podemos transformar nossas vidas, e tudo que plantamos agora, enquanto jovens e adolescentes, com certeza colheremos depois de adultos em uma caminhada sem volta.
 Perdemos nossas vidas, perdemos amigos, perdemos amores, perdemos alegrias e cantos, perdemos tanto quando pensamos somente no futuro e vivemos focados no amanha. Quando você esquece-se do presente e vive no futuro, quando chegar o futuro sentirá falta do passado e o presente não terá mais valor.
 Ame hoje, sorria agora, abrace com ternura agora. Tenha amigos hoje, cante quando surgir uma canção, beije quando houver amor. Planeje o futuro, mas viva no presente.
 Quando você esquece-se de viver aos 20, aos 40 sobrará apenas saudade de um tempo que não aconteceu.
  
                                                                                                             Jean Michel Laureth


sábado, 7 de janeiro de 2012

O meu e seu mundo

O que você tem deixado para seus filhos? O que você tem deixado para a próxima geração? Não me remeto apenas ao mudo físico e natural, mas sim aos conceitos éticos e sociais. Você julga e condena seus pais pelo que você é. Coloca a culpa em professores e governantes. Fácil é colocar a culpa em alguém, fácil e bater no peito e dizer: “eu vou ser diferente, eu vou mudar”. Quanta ironia, você é preso a conceitos sociais, você se veste como a moda dita, você segue padrões e conceitos retóricos e insondáveis, você escuta o que os outros querem e o que é “modinha”. Fácil é ser igual a todo mundo, fácil viver a vida que outros vivem.
A mudança começa em nós, nós jovens e vividos, nosso voto aos 16 anos. Por que não votar, é nosso país em jogo, é uma faculdade, um hospital, um trabalho em jogo. Suas decisões inconsequentes de um jovem “modernista” afetarão a sua vida e a vida de seus filhos. Hoje quando você está mais preocupado em seguir tendências, o mundo clama por uma nova revolução, política, agrária, econômica, social e principalmente conceitual.
Não precisamos lutar com paus e pedras em mãos. Não precisamos queimar e destruir patrimônio público e privado para expressar nossas idéias. Temos em mão as ferramentas mais democráticas e dinâmicas, temos a rede, temos a inclusão digital e a vida cibernética.
O que falta, é tomarmos consciência, levarmos a sério, e percebermos que é nosso futuro em jogo, não o de nossos pais, professores ou dos governantes. Eles não estarão mais aqui quando você tiver seus netos. O mundo será meu e seu, será de nossos filhos, eles já viveram e aproveitaram o que o planeta teve a lhes oferecer, mas nós jovens brasileiros, acima de tudo, jovens mundiais, temos uma vida toda pela frente. Eu quero passear na praia com minha esposa, eu quero levar meus filhos para pescar, eu quero sentar em baixo de uma árvore com meus netos. Eu quero tomar banho em rios limpos com meus filhos, eu quero dividir um mundo melhor que o meu com minhas gerações futuras.
Tome consciência de sua vida e seus padrões. Teu futuro esta garantido? Teus netos terão o que você tem hoje?

Jean Michel Laureth

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Carpe Diem #4

 Vivemos no futuro, sonhamos no futuro e construímos nossas vidas no futuro. Somos baseados em um sistema no qual tudo que fazemos ou pensamos, está no amanhã, no depois, no futuro. Pouco sobra para o hoje, o presente. Dificilmente vivemos no “agora”.

 E estranho e retórico ao mesmo tempo. Por que devemos pensar no futuro e planejar o amanhã? Devemos caminhar com os olhos à frente, com os olhos em algo mais, em algo que não alcançamos hoje, mas que o amanhã trará a nós. Porém, esta opinião tornou-se tão forte e infiltrada em nossas vidas que vivemos somente no amanhã.

 Hoje o futuro que ainda não é palpável vale muito mais do que um presente com cheiro, toque e sabor. Um futuro de sonhos vale muito mais do que um presente de realidade. Esquecemo-nos de viver e estar hoje, porque pensamos somente no amanhã. Não sorrimos, não cantamos, não choramos, não gritamos. Estamos presos a um sonho distante, ao mundo que ainda não se concretizou, estamos presos a uma realidade fictícia, formada por nossos sonhos e desejos. Uma fantasia que cobre a realidade e o presente, uma fantasia que nos cega e engana.

 Ame hoje, cante hoje, se tiver vontade grite hoje. Se deseja que seja diferente, não espere pelo amanhã, seja diferente hoje. É hoje que a vida acontece, é no hoje que se pode abraçar e beijar, é no presente que se ama, é agora que devemos sorrir, e também é agora que devemos chorar.

 Não vale a pena esperar pelo amanhã para viver, pois ele pode não chegar e nada fez diferença!

Carpe Diem.




terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Eu faço parte! #7

Descobri que tudo é uma questão de decisão...
Decidi olhar a escuridão da noite e ver a esperança nas estrelas que brilham.
Decidi enxergar os problemas como algo que preciso resolver e não me perturbar.
Decidi buscar as oportunidades e não somente esperar.
Decidi ver cada dia como uma oportunidade nova para ser a pessoa mais feliz do mundo.
Decidi que superar minhas limitações é acabar com meu único rival.
Decidi que não me importaria com o ganho ou perda, e sim com o aprendizado.
Decidi subir um degrau por vez, mesmo que demore mais que qualquer outra pessoa.
Decidi amar a todos, mesmo que todos me façam algum mal.
Assim, descobri que o amor é uma filosofia de vida.
Aprendi então a ter sonhos e querer que todos eles se tornem realidade, mesmo que com demora.
Acima de tudo, decidi triunfar sobre a dor, a sorrir sobre as lágrimas, a silenciar sobre os gritos de horror, a visualizar sempre o melhor, porque desde que decidi todas essas coisas eu durmo apenas para sonhar.

"Ame como se não houvesse amanhã, e se houver um amanhã, ame novamente." Max Lucado


                                                                                                 Jessica Cristina Urbanski

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Quebra-cabeça

 Nossa vida é como um grande quebra-cabeça, tudo de alguma forma se encaixa perfeitamente. Apenas é uma questão de tempo e reconhecimento. Nada acontece ao acaso. Deus trabalha de uma forma que não entendemos hoje, mas em algum momento no futuro, olharemos para trás e veremos como Deus sabe exatamente o encaixe de cada peça.

Tudo que fazemos é interligado, tudo tem um encaixe e de alguma forma caberá exatamente onde foi feito para estar. Cada pessoa que passa por nossas vidas é uma peça deste quebra-cabeça, cada situação, cada dia, cada palavra e cada gesto são peças e encaixes do quebra-cabeça que chamamos de vida.
  
 Nós até tentamos fazer do nosso jeito, encaixar a peça onde nos queremos, tentamos formar novos lugares para algo que já tem seu lugar preparado, tentamos transformar pessoas para que elas se moldem ao nosso quebra-cabeça, forçamos situação em nosso trabalho e em nossa faculdade/escola para que se adeque aos nossos encaixes. Mas peças são peças, encaixes são encaixes, não devemos mudá-los, mas compreendê-los, senti-los e buscar a compreensão de sua presença em nosso quebra-cabeça.

 Como um enorme quebra-cabeça, você nunca conseguirá montá-lo sem parar e olhar para ele, sem parar e tentar entendê-lo, sem olhar para cada peça e compreender o encaixe e lugar correto. Da mesma forma é nossa vida, devemos a cada momento e a cada dia olhar e compreender cada peça, cada pessoa, tudo que vivemos. Correr é preciso, mas parar também é necessário para compreensão e transformação de caráter.  

 Quando tudo parecer que não tem razão, que não tem explicação, talvez seja porque você começou a montar seu quebra-cabeça e não parou para olhar para ele, talvez você esta tentando encaixar uma peça que não foi feita para seu quebra-cabeça.

 Quantas peças você poderá juntar ao seu quebra-cabeça? Quais encaixes que você ainda pode fazer? Nós, somos mutáveis, somos capazes de compreensão, decomposição e reestruturação. Nosso quebra-cabeça não terminará em uma peça, também não será completo com o encaixe de um único sistema, mas somos a estrutura em sua totalidade encaixes e peças, sujeitos e mudança e reestruturação em cada dia.
                                                                                                                           
                                                                                                                   Jean Michel Laureth

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Frascos de "amor"

 Havia um casal, era o casal perfeito, um completava o outro, era indiscutível o amor entre eles. Um dia ela pediu até onde ele iria por ela, e ele sorrindo disse: Vou aos quatro cantos do mundo por ti! Ela sorriu e o beijou, beijou com palavras nos lábios, eu te amo, e vou te amar em qualquer lugar!

 Em pouco tempo ele partiu, foi em busca de algo. Partiu sem rumo mas com um propósito, começou a andar e conhecer novos lugares e novas pessoas, novas experiências e vivências. Conheceu novas línguas e novos costumes. Por cada lugar que ele passava colocava em um recipiente um pouco de terra, fechava-o e de olhos fechados orava: "ao meu amor, dos mais distantes lugares leve um pouco de terra, cada grão á de ser a medida do meu amor, um amor eterno e infindável". Por muito tempo essa foi a busca dele, tinha os mais variados frascos de "amor", tão diferentes um dos outros como o amor pode ser. E quando já havia andado e coletado inúmeras porções de "amor", olhou para o céu e quando olhou para lua sentiu com que deveria voltar e como em um sonho entregar os quatro cantos do mundo ao seu amor, beijá-la e dizer eu te amo.

 Agora com a mochila cheia de terra, de tantos lugares que nem ele podia contar, voltava para casa, voltava para os braços de seu amor, voltava para os lábios daquela que foi a razão de tudo. Agora perto de casa não podia mais caminhar, corria, e no peito mais forte que o coração a saudade batia forte. 

 Quando chegou na porta com um suspiro de tarefa comprida, olhou para a porta e estava trancada, buscou esperança em alguma janela, mas todas se fechavam para sua angústia. Foi quando viu alguém se aproximar, ao longe, era um rosto conhecido, mas não tinha o mesmo brilho. Era uma lembrança perdida nas sombras. Aquele rosto cheio de lágrimas olhou em seus olhos, o abraçou e disse: "ela sabia que você voltaria com cada porção de amor que prometeu, mas não foi o suficiente… Hoje ela se despede de nós".

 Em lágrimas e em dor tão profunda como a morte, ele encontrou a última morada de seu amor. Olhou para o céu, e derramou cada porção de "amor" com tanta dor que as lágrimas transformaram tudo em uma única suplica, um único grito de sofrimento.
O amor não precisa ser provado, mas deve ser sentido. Não se preocupe em buscar "porções de amor" nos quatro cantos do mundo, mas deixe seus olhos se encontrarem aos dela, seus lábios tocarem os dela, e assim provar que amor não é medido nem encontrado, mas sim compartilhado e sentido a cada momento.
Ame hoje, viva junto hoje. Amanhã de nada valerá depositar a terra sobre um túmulo frio.
                                                                                                                       Jean Michel Laureth

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Projetos


 Quantas vezes é o fim, quantas vezes parece que esta tudo acabado. Você olha para trás e chora, chora pensando que hoje podia ser diferente, hoje poderia ser tudo de outra forma. Ah, se pudesse voltar, começar novamente, fazer diferente, mudar palavras, mudar escolhas, projetar um presente diferente. Ah se soube no passado o que sei hoje, faria diferente. Ou não?

 Eu não faria, faria tudo igualmente, erraria tudo novamente, falaria com outras palavras, mas andaria de forma que chegasse hoje, nesse exato momento da mesma forma. Talvez olhasse de forma diferente para algumas situações, aproveitaria melhor alguns momentos, e desse mais risadas dos erros. Hoje posso escrever com lagrimas, mas sei que tudo que passei teve um propósito, sei que cada pessoa que esteve ao meu lado me transformou, deixou um pouco de si e levou um pouco de mim. Cada tropeço me fez crescer, cada erro me fez entender o que não devo mais fazer. Homens podem te ferir com palavras e atitudes, e você pode escolher chorar ou levantar a cabeça.

 Você pode tentar marcar seu tempo, você pode projetar seus dias. Mas se você não viver a cada dia, de forma única aproveitando cada segundo, vivendo a cada momento como eterno (e na verdade é), seu futuro será vazio, terá aquilo que sonhou e aquilo que projetou. Mas com quem irá compartilhar essa vitoria? Que amigos verão sua alegria? Que família lhe abraçará com orgulho? Sonhar e projetar é preciso, mas antes, é preciso viver!

                                                                                                                Jean Michel Laureth


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

... #8

O simples fato de sorrir, torna o seu dia melhor.



Quero ver quem não tem um dia assim!

Grande oportunidade, fim de ano, vestibular, férias...
   


E você, ainda quer casar?
Ótimo dezembro à todos.